Relatório final


Acordei aquela manhã como fazia em todas as manhãs, tomei o mesmo café e saí rumo à Unesp. Meu caminho parecia igual a todas as manhãs, mas o dia estava destinado a ser tudo menos igual.

Com o céu nublado eu andava pela ciclovia quando um túnel de luz veio do céu e me cegou, bizarro como o excesso de luz impede tanto a visão como a escuridão. Nem houve tempo de me perguntar o que era aquilo; logo eu comecei a flutuar em meio a luz que me cegava. Sem poder saber o que acontecia, como mágica, me vi em uma biblioteca cercada de seres que eu definiria como aliens.

Como se aquilo fosse corriqueiro, não me assustei na verdade sempre esperei por isso. Eu pertencer à uma civilização alienígena era a única coisa que fazia sentido. Os seres cinzentos explicaram-me que eu só estivera na Terra para estudar a raça humana e que minha memória fora apagada para minha total imersão na experiência terráquea.

Com minha memória, minha civilização e minha paz de espírito, por finalmente me sentir pertencente à um grupo, de volta, pude me despir de minha carne terrestre e voltar para casa.

Relatório final: “Raça humana: Alguns espécimes com muito potencial mas, como civilização ainda há muito a desenvolver!”

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